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Imagem: 69joehawkins / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

MOTELX 2026: «A Hora do Chico!» vence na 20.ª edição do festival de terror

O MOTELX – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa celebrou 20 edições com o programa mais longo da sua história. Entre 3 e 13 de setembro, pela primeira vez durante 11 dias, o Cinema São Jorge e a Cinemateca Portuguesa exibiram mais de 170 filmes de mais de 40 países, em mais de 145 sessões. Nascido em 2007 e dirigido por João Monteiro e Pedro Souto, o festival fechou com prémios para o cinema nórdico e uma vitória portuguesa muito celebrada.

«A Hora do Chico!» vence a competição nacional

O Prémio MOTELX para Melhor Curta de Terror Portuguesa, no valor de 5 mil euros, foi atribuído a «A Hora do Chico!», de João Severo e Rafael Sá Carneiro, antigos alunos de Cinema da Universidade Lusófona. A curta acompanha Chico Valentim, confrontado com um dilema moral: cometer um homicídio em direto ou perder a aprovação do pai. O júri, composto por Fernando Vasquez, José Santiago e Sandra Henriques, elogiou a “ambição e maturidade” do filme. Dez curtas portuguesas disputavam o prémio.

O palmarés da 20.ª edição

  • Méliès d’Argent – Melhor Longa Europeia: «No Rest for the Wicked», do dinamarquês Kasper Kalle, passado nas ilhas Faroé do século XIX;
  • Méliès d’Argent – Melhor Curta Europeia: «Mancave», do norueguês Fredrik S. Hana;
  • Prémio MOTELX – Melhor Argumento de Terror Português: «Hóspede», de Miguel Monteiro Rico, escolhido entre sete argumentos de longa-metragem;
  • Prémio do Público: «Gunman», de Cris Tapia Marchiori (Argentina).

Drag na abertura, Corman e Martino em destaque

A sessão de abertura coube a «Drag», de Raviv Ullman e Greg Yagolnitzer, com Lizzy Caplan e produção de Danny DeVito. O encerramento ficou a cargo de «Fall 2: Deadpoint», dos irmãos Michael e Peter Spierig. O italiano Sergio Martino, nome maior do giallo, recebeu a estatueta de Mestre do Terror e teve direito a retrospetiva, enquanto a produtora Julie Corman esteve em Lisboa para assinalar o centenário de Roger Corman, com uma masterclass.

A realizadora luso-sueca Solveig Nordlund recebeu o Prémio Noémia Delgado, dedicado às mulheres no cinema de terror. A programação incluiu ainda um ciclo sobre o terror produzido na Europa de Leste durante os regimes comunistas e a secção «Falar sobre a Morte (Nunca Matou Ninguém)», além da presença portuguesa em «BodyHackers», filme de body horror com a atriz Joana Ribeiro.

Um género que abre portas

A competição nacional do MOTELX tornou-se uma montra para uma nova geração de realizadores, e as curtas de terror, muitas delas nascidas em contexto académico, são também um terreno de experiência para atores em início de carreira. Maquilhagem de efeitos, duplos, figuração em cenas de multidão: o cinema de género exige perfis variados, e o crescimento do festival mostra que há público e vontade de produzir este tipo de filmes em Portugal. «A Hora do Chico!» integrou também a seleção do Grande Prémio Nacional do FEST, em Espinho, sinal de que estes trabalhos circulam por vários festivais.

Fontes: Euronews, Universidade Lusófona, MOTELX, ScreenAnarchy, Euronews (FR), NiT, FEST

Imagem: 69joehawkins / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

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